Sr. Rocha da Internet @ 11:33

Sab, 10/04/10

Finalmente, unidade no PSD! Bastou chegar o sol e o calor e... amigos como dantes! No fundo, o PSD passava pelo período negro, reflexo de um inverno rigoroso com muita chuva e melancolia, talvez até algum rancor. Morais Sarmento é ainda o único que se mostra renitente em se juntar a este novo PSD unido e forte. É provável que seja um delayzito provocado pelos socos que levou na cabeça na sua fase Belarmino.

Mas, pronto, o importante é ver que o PSD está firme e consistente, apenas em dois dias, como uma árvore secular. Ai, espera! Mas essas às vezes não ficam ocas por dentro por causa do bicho da madeira (sem link)? Não interessa, a mensagem que passa cá para fora é que é importante.

E foi exactamente essa mensagem que me deixou comovido. O novo líder do alerta laranja tem feito inúmeros esforços para que não lhe façam a ele o que ele andou a fazer durante dois anos aos outros. É como se estivesse a dar-se a si próprio como exemplo do que não se deve fazer para estabilizar o partido. Não sei se estão a compreender... Em rigor, é toda uma transformação do dito popular "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti" em "não me façam a mim o que eu andei a fazer aos outros", e parece que está a ter uma enorme aceitação de todos os quadrantes, excepto, claro, do Belarmino. A técnica tem, aliás, servido para imensos números de variedades levados acabo pelos sequazes passistas. Em tempo de eleições havia aquela história de renovar o partido e ter Fernando Ruas como mandatário. Depois era que o partido precisava de inovação e agora aparece Carreiras, homem do aparelho, a dirigir um instituto de estudo político. Se repararmos, a técnica tem a mesma natureza, neste caso aquilo que estava bem no PSD eles mantém com o que está mal nas suas listas.

Com efeito, é de esperar que Passos Coelho chegue a Primeiro-ministro. Cumpre, até ver, todos os requisitos e serve muito mais o gosto dos portugueses do que este tipo que lá está agora, o Teixeira dos Santos.




Aurea Mediocritas @ 00:50

Sex, 09/04/10

 

 

 

Uma cáfila de idiotas, deixada, a pastar em sossego no Parlamento, tem o poder de decidir, quanto é que os elementos mais qualificados da nossa sociedade devem receber.

Este tipo de incongruência é explicado pelo tal do mandato popular que esta gente tem por virtude de terem ingressado num partido politico.
Deduzo que seja isto a que chamam democracia.

 

Democracia aparentemente é a organização social que é regida pela mesma lei que organiza a velocidade de movimentação de uma manada de herbívoros; os últimos são aqueles que marcam o passo da manada.

Ora se isto tem vantagens para transportar gnus pelas planícies Africanas, é menos claro que vantagens poderá ter para organizar sociedades humanas.

 

Na realidade o que a democracia garante é que, através do nobre objectivo de ser o mais inclusiva possível, as nossas sociedades são pensadas pelo máximo denominador comum, assegurando que as decisões tomadas sejam representativas do maior número de pessoas.

Isto significa que o debate politico nunca se faz (ou se pode fazer) sobre assuntos, e nos termos, que as pessoas mais inteligentes, informadas e preparadas gostariam de o fazer. Já que este grupo só é definível por aquilo que os separa da maioria.

 

Na verdade, de forma a garantir que o debate seja o mais abrangente possível, este tem de ser algo que interessa aos que nada sabem e que nada querem saber, por desinteresse, dificuldades económicas ou por limitação genética.

 

Isto explica o triste espectáculo politico que presenciamos diariamente, e que tem como consequências (entre outras) as seguintes:

 

  • Discurso pobre e repetitivo - Não, a culpa não é do marketing politico. É uma técnica para passar informação a pessoas que se supõe estarem “nas filas de trás” da inteligência.

 

  • Ideias e projectos políticos desfasados no tempo - De forma a garantir que todos irão perceber uma proposta, é importante que toda a gente a conheça de antemão. Isto faz com que todas as ideias tenham de estar há muito no zeitgeist antes que algum politico lhe toque.

Com isto consegue-se garantir não só que as soluções encontradas sejam não só abrangentes como perfeitas para dar resposta a problemas que tínhamos há 20 anos atrás.,

 

  • Figuras públicas ausentes de qualidades – Para além da capacidade técnica de se moverem no meio partidário, a maioria dos políticos não parecem ter outras capacidades discerníveis a olho nu. Isto garante que os putativos representantes sociais sejam o menos definidos possíveis, de forma a não antagonizar o maior número de pessoas possível.

 

  • Conflitos sociais onde os interlocutores são entidades sociais sem relevância – Da mesma forma que os partidos representam uma resenha de tudo aquilo que Portugal pensou há duas ou três décadas, estes procuram parceiros que estejam no mesmo fuso temporal que eles. Ver Sindicatos e Grupos Católicos.

 

Isto tudo para dizer que não é casual mas sistémico o facto dos deputados (que são uma espécie de segunda linha dos partidos, que por sua vez são uma espécie do primo estúpido de uma família que lê pouco da sociedade) tenham achado por bem não aumentar as bolsas de investigação de ciência enquanto continuam a acreditar, sinceramente, que estão a combater o “brain drain”e a valorizar os recursos humanos do país.

Isto não é cinismo, é uma dificuldade cognitiva.

A mesma dificuldade cognitiva que persiste em achar que o endividamento público se combate com gasto público, à Keynes visto pelos anos 60.

 

Que não tenhamos duvidas.

Não são os políticos que destroem a democracia, é a democracia que faz os maus políticos.

E aceitar isto faz de nós todos culpados.






Sr. Rocha da Internet @ 12:41

Qui, 08/04/10

Será que tenho tempo de fumar um cigarro antes do trânsito em julgado?








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