Sr. Rocha da Internet @ 11:33

Qua, 03/02/10

"Medina Carreira foi ministro das Finanças de um governo PS liderado por Mário Soares, mas rompeu com o partido e é hoje uma voz crítica das políticas socialistas. O economista participa no programa Plano Inclinado, da SIC-Notícias, moderado por Mário Crespo"

 

E perguntam vocês: é embirração do Professor Doutor Reaction Man? Não, meus queridos, não é.

O que é que pensou o anão-jornalista que faz as notícias online? Bem, ele na televisão fala de assuntos económicos logo é economista. Não tem nada que enganar. Pois não, meu caralho, não tem, não fosse dar-se o caso de ser advogado. Trabalhar e ser competente é fodido!




Sr. Rocha da Internet @ 17:03

Sex, 22/01/10

 «até têm vindo algumas pessoas que eu nunca cá vi, mas se é devido a isso não sei»

 

isto só para citar uma frase que vos vai manter em suspense. sou muito bom nestas merdas.

 




Sr. Rocha da Internet @ 12:46

Qua, 20/01/10

 Parecer-vos-á, caros cidadãos, que tenho alguma coisa contra a nobre classe dos jornalistas. E parecer-vos-á muito bem. Em bom rigor, e não querendo ofender ninguém em particular, os jornalistas são umas amibas no geral. É claro que juntam a este défice de determinadas qualidades, perfeitamente identificadas por mim, uma certa prepotência no que diz respeito à noção universal de verdade. Quero dizer com isto que os actores da comunicação social têm a puta da mania. E não há solução para quem tem a puta da mania. Quem tem a puta da mania terá sempre a puta da mania mesmo que 10 milhões de pessoas lhe digam em uníssono "não é verdade". Dois dias depois está a escrever no jugular, para formar lóbi.

 

Mas nem era disto que eu vinha falar, peço desculpa. Excedi-me. Está tudo bem agora e vou continuar.

Sucede que há elementos no geral que vão exercer uma profissão em particular que se aproxima um pouco do jornalismo. Por mera distracção ou falta de matéria, há elementos que ficam sem nada que fazer nas redacções por ordens superiores: "ficas aqui quietinha a olhar para o monitor e quando acontecer alguma coisa tu - pimba - atacas o texto". E a isto há quem já chame "andar no terreno", das redes sociais, claro.

E se porventura uma dessas redes sociais falhar minutos depois de um sismo no Haiti?

Não vou dizer nada. Vou deixar que Marta Cerqueira vos diga o que é que ela conseguiu descobrir pouco depois de recuperar de um ataque de pânico e histeria.




Sr. Rocha da Internet @ 13:54

Ter, 19/01/10

Bruno 'Pidá' condenado a 23 anos de prisão - Diário de Notícias

 

Bruno "Pidá" condenado a 17 anos de prisão pelo homicídio de Ilídio Correia - Público

 

 

Tudo começou com um leilão. Quem dá mais?

Porém, não satisfeito por ter perdido, o "jornalista" do "jornal" Público decidiu atacar pelas entranhas do direito e de forma fracturante apontar o dedo ao sistema judicial português, mas com subtileza. Senão, vejamos o seguinte parágrafo:

 

"A advogado de acusação, Sónia Carneiro, sublinhou que as condenações eram "a decisão esperada face à prova produzida" no julgamento que teve 19 sessões."

 

Ora, o que temos aqui, para além do erro de sintaxe "a advogado" (é sabido que o jornalismo online hoje é muito semelhante aos directos da Joana Latino na Sic)? Temos uma inovação fruto da excessiva televisionamentalização - ão - de películas americanas. Acontece que nas películas americanas reproduzem-se cenas de tribunal relacionadas com o direito - isto pode parecer estranho - americano, que por um mero acaso tem ligeiras diferenças do nosso. Por isso é que nós andamos nesta vida e eu compreendo o senhor "jornalista".

 

O que é que sucede? Sucede que o direito processual penal, na sua extravagante distinção do direito processual civil, estabelece que em processo de matéria penal a legitimidade activa para iniciar um processo é do Ministério Público, sendo que a estrutura do processo penal português é uma estrutura acusatória integrada subsidiariamente por um princípio de investigação (ver as Lições de Processo Penal do Prof. Jorge Figueiredo Dias). Ou seja, quem acusa é o Ministério Público.

 

E o que tem isso a ver? Oh, nada! Só tem que ver com o facto de esta estrutura não se aproximar da estrutura acusatória típica dos Estados liberais, onde vigora portanto o princípio da igualdade de armas, que lhe confere maior proximidade ao processo civil.

Com efeito, é no processo civil que há efectivamente duas partes em confronto e, como tal, algo que possa ser considerado como um "advogado de acusação".

O que acontece em processo penal é que as partes interessadas podem constituir-se como assistentes no processo.

 

Ok, mesquita? Vá, na boa. Não sabes, não sabes. Ninguém morre por causa disso. Estamos sempre a aprender e também não é preciso ser tão rigoroso quando se está a fazer uma notícia para um jornal sem expressão nacional.



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